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Rafael Greca, prefeito da Cidade de Curitiba: inovações a favor do cidadão

Uma Cidade de Curitiba como expoente em inovações a favor do cidadão, convívio pacífico de variadas etnias, respeito ao meio ambiente, exploração do turismo, promoção de eventos e disseminação do saber. Estas são as metas do atual prefeito, Rafael Valdomiro Greca de Macedo.

 

Cidade de Curitiba: inovações a favor do cidadão

 

O prefeito da Cidade de Curitiba, capital do Estado do Paraná, Rafael Valdomiro Greca de Macedo, fez palestra no Fórum de Estudos de Turismo, da Cidade de Gramado, na Serra Gaúcha, a bela região de montanhas a Nordeste do Estado do Rio Grande do Sul.

De um encontro prévio com jornalistas acompanhando o evento, e da explanação para acadêmicos, empreendedores, estudantes e gestores públicos presentes, suas ideias estão resumidas e agregadas em seis grandes temas, dispostos em ordem alfabética a seguir.

 

Rafael Greca, prefeito da Cidade de Curitiba: inovações a favor do cidadão
O prefeito da Cidade de Curitiba, Rafael Valdomiro Greca de Macedo, de azul, conversando informalmente com jornalistas vindos de diversas partes do País, antes da palestra durante o Fórum de Estudos de Turismo, realizado recentemente na Cidade de Gramado

 

Cidade de Curitiba: tradição histórica em inovações

 

A Cidade de Curitiba tem longa história de inovações. Só para dar uma ideia, em 1721, o ouvidor Raphael Pires Pardinho impôs a todos os moradores terem mais cuidado com os recursos naturais, principalmente fazer corte de árvores apenas em áreas delimitadas.

Foi a primeira do Brasil a ter planejamento urbanístico. Em 1820, o botânico, ilustrador, naturalista e viajante francês Auguste de Saint-Hilaire deslumbrou-se completamente com a Cidade de Curitiba. E a colocou no mesmo nível das grandes capitais da Europa.

As anotações feitas por ele, naquela época, remetem a textos modernos de promoção do turismo. Os elogios se destacam da primeira à última linha. Suas frases remetem tanto à povoação quanto à população. Elas podem ser resumidas mais ou menos no seguinte:

“Ruas largas e regulares; praça pública quadrada, grande e coberta de grama; igrejas em pedra; homens pronunciando o Português de modo correto; as mulheres mais delicados do Império por onde viajei, e que se escondem menos e conversam com desenvoltura.”

O Centro Cívico, espaço reunindo os principais prédios públicos, da Cidade de Curitiba foi o primeiro do País. Idealizado e projetado pelo arquiteto e urbanista francês Alfred Agache nos anos iniciais da década de 1940, a última edificação ficou pronta em 1953.

Nosso Sistema de Transporte Coletivo, com as vias exclusivas para ônibus, começou a funcionar em 1974. Da Cidade de Curitiba, rodou o mundo. Meio século depois, voltou, agora com nome em inglês: BRT, de Bus Rapid Transit, ou Trânsito Rápido de Ônibus.

Hoje, voltamos atenção para o Vale do Pinhão, ambiente para startups e empresas com ideias disruptivas. E o Fundo Municipal de Inovação, proporcionando financiamentos para construção e manutenção de novo ecossistema de inovação na Cidade de Curitiba.

 

Rafael Greca, prefeito da Cidade de Curitiba: inovações a favor do cidadão
Um dos ícones da Cidade de Curitiba como Capital das Inovações é seu revolucionário sistema de transporte público urbano. Criado e implantado no início da década de 1970, depois de rodar por todo o mundo, retornou rebatizado com nome e sigla em inglês

 

Cidade de Curitiba: inovações na convivência pacífica das etnias

 

Costumo dizer: “A Cidade de Curitiba é como uma rua atravessando diversos países.” Depois de construída por nativos e estrangeiros oriundos dos mais diferentes pontos do planeta, abriga enorme diversidade de etnias, aqui vivendo em paz e perfeita harmonia.

Antes de 1500, os senhores desta terra eram guaranis e tupis. Daí em diante, chegaram os colonizadores europeus: primeiro, espanhóis, por ser território destinado a eles pelo Tratado de Tordesilhas; mais tarde, vieram os portugueses, trazendo escravos africanos.

A partir do século XIX, anos 1800, vieram, aqui listados em ordem alfabética, alemães, hebreus, japoneses, libaneses, poloneses, sírios e ucranianos. Daí a quantidade de festas comemorativas de datas nacionais realizadas pela Cidade de Curitiba a cada 12 meses.

Assim, podemos traduzir nossa Identidade Cultural a partir de um DNA internacional. Costumes populares, crenças religiosas, gastronomia diversificada, jeitos de se portar, maneiras de se expressar e outras idiossincrasias são resultantes desta miscigenação.

Um pouco desta riqueza está representada em memoriais erguidos em espaços públicos, como bosques e parques, da Cidade de Curitiba. Vistos em conjunto, têm forte apelo de atração para turistas, principalmente aqueles descendentes das mesmas comunidades.

Também há bairros inteiros identificados pelos imigrantes responsáveis pela criação ou ocupação de imóveis. Um dos mais significativos nasceu da antiga Colônia de Santa Felicidade, transformando-se em movimentado polo de culinária, notadamente italiana.

Sucesso surgido a partir das dificuldades financeiras de uma família. Para conseguir um dinheirinho extra, uma nona começou a oferecer polenta frita e galeto assado na varanda da casa de seu sítio, criando o atualmente maior restaurante das Américas, o Madalosso.

 

Rafael Greca, prefeito da Cidade de Curitiba: inovações a favor do cidadão
Detalhe da beleza da Praça do Japão, destacando-se as cerejeiras. Todos os exemplares daquele espaço foram doados pelo imperador daquela nação asiática, como forma de fortalecer ainda mais a ligação entre a Cidade de Curitiba e seus imigrantes japoneses

 

Cidade de Curitiba: inovações no respeito ao meio ambiente

 

Como relembramos ao falar sobre Inovação, a Cidade de Curitiba foi o primeiro local do Brasil no qual começou-se a se preocupar com o meio ambiente. E, imaginem: isso aconteceu em 1721, quando o País era coberto por imensas florestas de ponta a ponta.

O ouvidor Raphael Pires Pardinho, preocupado com a devastação dos campos ao redor da área urbana, impôs a todos os moradores regras de maior apreço e cuidado com os recursos naturais, principalmente fazer corte de árvores apenas em áreas delimitadas.

A partir do final do século XX, anos 1900, quando todo mundo passou a falar e cobrar ações de preservação e proteção à natureza, a Cidade de Curitiba manteve o pioneirismo no tema. E avançou bem além de apenas preservar áreas verdes e plantar muitas árvores.

Atualmente, temos 40 bosques e parques, com funções ultrapassando refúgio de fauna, promoção do lazer e fomento ao turismo. Todos são mecanismos decisivos para conter as águas das chuvas, evitando as cheias dos diversos rios cruzando a nossa área urbana.

Por exemplo: o Parque Birigui, o Parque Tanguá e o Parque Tingui, sempre lembrados pelas praças para a prática de diversos esportes ao ar livre existentes em seus interiores, têm, também, a função de proteger e manter viva a bacia hidrográfica do Rio Barigui.

Nosso Horto Municipal produz as mudas das árvores embelezadoras das ruas e praças segundo critérios científicos e técnicos mais atuais em termos de urbanização: espécies nativas, porte adequado, resistência a doenças, sistema de raízes, presença de flores etc.

Não à toa, a Cidade de Curitiba é apontada no The Green City Index — um Índice de Cidades Verdes, elaborado pela Siemens e a Intelligence Unit, da revista The Economist, como a mais verde de América Latina. Um título a ser mantido, pois nossa arborização cresce ano após ano.

 

Rafael Greca, prefeito da Cidade de Curitiba: inovações a favor do cidadão
Rua das Flores é o trecho inicial da Rua 15 de Novembro. Foi a primeira grande via pública exclusiva para pedestres do Brasil, inaugurada em 1972. É caracterizada por edifícios e sobrados centenários, bares e canteiros de flores em toda a sua extensão

 

Cidade de Curitiba: inovações na exploração do turismo

 

Há um axioma antigo, definindo: “Cidade boa para turista é cidade boa para morador.” Esta é nossa proposta para desenvolver o turismo na Cidade de Curitiba. Melhorando a vida do cidadão fica fácil atrair visitantes. E trabalhamos em todas as frentes para isso.

Cultura, educação, saúde, segurança, transportes… Mesmo aquelas áreas parecendo nada ter a ver com turismo contribuem com o desenvolvimento deste se funcionarem bem, de acordo com os melhores parâmetros de uma gestão pública responsável e transparente.

Devolvendo espaços públicos aos verdadeiros proprietários deles, os cidadãos, tornamos a Cidade de Curitiba amigável àqueles vindos de fora. Se, hoje, somos fortes apenas em turismo de negócios e turismo de eventos, vamos crescer em outros segmentos do setor.

Há fortes potenciais em turismo de lazer, turismo cultural, turismo ecológico e turismo histórico, por exemplo. Passear pela Cidade de Curitiba é fácil; são inúmeros os museus abertos à visitação; 40 parques e áreas de preservação; e mais de 300 anos de fundação.

Vamos usar nossa Linha Turismo para permitir aos alunos do ensino básico conhecerem os atrativos da Cidade de Curitiba, fora do horário escolar. Queremos transformá-los em garotos-propaganda destas riquezas intangíveis junto às comunidades nas quais vivem.

E o melhor: se, até agora, só tínhamos a exibir belezas construídas por humanos, vamos acrescentar um tesouro legado pela natureza. Pesquisas geológicas objetivando instalar um aterro sanitário revelaram a existência de fósseis com cerca de 55 milhões de anos.

Vamos criar um Museu de História Natural no qual colocaremos reproduções de todos os esqueletos lá encontrados. Os primeiros estudos mostraram ancestrais de vertebrados como tatus e preguiças, além de uma espécie até então desconhecida na Paleontologia.

 

Rafael Greca, prefeito da Cidade de Curitiba: inovações a favor do cidadão
O prefeito da Cidade de Curitiba, Rafael Valdomiro Greca de Macedo, criou o Parque do Geossítio, local onde estão sendo encontrados fósseis com mais de 50 milhões de anos de idade. As reproduções destes seres vão povoar um Museu de História Natural

 

Cidade de Curitiba: inovações na promoção de eventos

 

Uma das maiores forças do turismo na Cidade de Curitiba vem da realização de eventos. Além de muitos espaços disponíveis, desenvolvemos uma política séria para a captação de competições, congressos, encontros, feiras, festas, seminários, shows e muito mais.

Para incrementar ainda mais este setor, reduzimos de 5% para 2% a alíquota do Imposto sobre Serviços de Qualquer Natureza, conhecido pela sigla ISS, quando da promoção de congressos, feiras e shows, em função do inigualável potencial de atração de visitantes.

Mas a Cidade de Curitiba também faz sua parte, principalmente quanto à promoção de festas populares ligadas às tradições do nosso povo. Um bom exemplo é a encenação da Paixão de Cristo, relacionada às comemorações da Páscoa cristã, e levada aos bairros.

Outra, relegada a segundo plano nos últimos tempos, voltou com força total. Trata-se da Luz dos Pinhais, novo nome para as apresentações relacionadas aos períodos de Natal e de Ano Novo, fortalecendo a Cidade de Curitiba como destino de festas do final de ano.

Eventos culturais foram desconcentrados, sendo distribuídos por diversos pontos, como os parques, principalmente. Isto equilibra o deslocamento das pessoas, tornando menor a impacto sobre a rede de transporte público e também facilitando o trajeto por carros.

E estamos trabalhando em duas frentes para ampliar o aproveitamento e utilização de equipamentos e instalações vivendo praticamente abandonadas. Uma é alugá-los para abrigar festas particulares, como celebração de aniversários e casamentos, por exemplo.

Outra é projeto é amplo, envolvendo Parcerias entre Público e Privado, as PPP, para transferir a empreendedores particulares gestão de equipamentos e instalações hoje praticamente abandonados, como áreas ociosas, espaços desocupados e prédios antigos.

 

Rafael Greca, prefeito da Cidade de Curitiba: inovações a favor do cidadão
As comemorações de Natal da Cidade de Curitiba têm seu ponto alto na apresentação de um coral nas instalações do Palácio Avenida. Criadas pelo antigo Banco Bamerindus, foram mantidas pelo sucessor deste, o HSBC, e assumidas pelo agora pelo Bradesco

 

Cidade de Curitiba: inovações na busca por saberes

 

A Cidade de Curitiba, buscando protagonismo como Capital da Inovação, não pode se descuidar da educação fundamental, educação básica e educação superior, incluindo a disseminação de hábitos como frequência a ambientes propícios para leitura e pesquisa.

Para atender estes objetivos, nasceu o projeto Farol do Saber, uma rede de bibliotecas modernas, espalhadas por diversos bairros. Surgido em 1994, mantido pelas sucessivas administrações municipais, foi pioneiro em oferecer acesso público à Internet no Brasil.

Suas instalações têm inspiração nos prédios da antiga biblioteca e do mítico farol da Cidade de Alexandria, situada ao centro da costa mediterrânea do Egito. E abrigam um acervo médio de seis mil livros, além de moderna infraestrutura de recursos digitais.

Outra iniciativa é a Universidade Livre do Meio Ambiente, conhecida como Unilivre, primeira do mundo com propósito específico de difusão do conhecimento relativo ao meio ambiente. Surgida em 1991, ganhou selo de utilidade pública estadual em 1996.

Para lembrar, as instalações de Unilivre estão no centro de uma área verde equivalente a cerca de 25 campos oficiais de futebol. O local, antiga pedreira desativada e abandonada por décadas, completamente degradado, foi recuperado e ganhou um belíssimo bosque.

Coroando estas iniciativas, nasce o Vale do Pinhão, espécie de Vale do Silício regional, para transformar-se em polo de inovação. Seu núcleo está no antigo Moinho Rebouças, uma forte referência dos primeiros momentos da industrialização na Cidade de Curitiba.

Transformado no Engenho da Inovação, é o embrião para o fomento do Ecossistema da Inovação, atraindo startups para aproveitar o suporte de recursos oferecido pela Cidade de Curitiba e de diversas outras instituições de ensino situadas ao redor daquele local.

 

Rafael Greca, prefeito da Cidade de Curitiba: inovações a favor do cidadão
O antigo Moinho Rebouças, forte referência do processo de industrialização na Cidade de Curitiba, foi transformado no Engenho da Inovação, núcleo do Ecossistema da Inovação, abrigando startups e outros tipos de empresas com objetivos disruptores

 

 

Material produzido a partir da participação no Fórum Gramado — Estudos de Turismo, realizado nos dias 12, 13 e 14 de abril, na Cidade de Gramado, situada na Serra Gaúcha, região de montanhas localizada a Nordeste do Estado do Rio Grande do Sul, com apoio da Brocker Turismo e Hotel Pousada do Bosque, ambas da Cidade de Canela, esta também situada na Serra Gaúcha.

A repetição da expressão “Cidade de Curitiba”, e outras mais, é intencional. Elas são as principais palavras-chave dos conteúdos. Colocá-las várias vezes na postagem faz parte das técnicas de Search Engine Optimization — SEO, ou otimização para ferramentas de busca. Ajuda a destacar o trabalho na lista apresentada quando se pesquisa com BingGoogle ou Yahoo!.

O post “Rafael Greca, prefeito da Cidade de Curitiba: inovações a favor do cidadão” não é trabalho científico, podendo apresentar erros. Se eles forem apontados, reeditarei o material com as correções.

Todas as fotos têm origem identificada. Se o autor de algumas delas discordar do seu uso, basta avisar que será substituída.

Matéria publicada originalmente no site turismoria.com.br e pelo Jornal Passaporte, sediado na Cidade de Belém, capital do Estado do Pará, sendo editado a partir da Cidade de Portalegre, no Oeste do Estado do Rio Grande do Norte.

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