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Mulher executiva tem de escolher marido que apoie a carreira

execuAtualmente o profissionalismo não distingue gênero. Segundo executivas que conciliam trabalho e vida familiar, o mercado está mais receptivo. “Sempre ambicionei ser a representante da área de marketing de uma corporação. Tive isso bem claro na minha carreira”, conta a vice-presidente de marketing da Heineken, Daniela Cachich.

Ela está na empresa há cinco anos, dois deles no cargo atual, para o qual foi promovida durante licença-maternidade. Antes, passou dez anos na Unilever. Mãe de dois filhos, Daniela diz que conciliar os dois papéis não é fácil, mas é possível. “Tento ser bem disciplinada. Todos os dias tomo café da manhã com as crianças e as levo à escola. Alguns dias me programo para buscá-las.”

Daniela diz que conviveu com mulheres que a inspiraram na carreira. “Venho de uma geração que para crescer no trabalho era preciso abrir mão da vida pessoal. Essas mulheres me mostraram que podia ser diferente.”

Para ela, as empresas estão mais abertas e permitindo que as mulheres conquistem mais espaço.

Marido deve apoiar.

A atual presidente da região da América Latina e Caribe da Alcon, divisão de saúde dos olhos do Grupo Novartis, Camila Finzi, entrou na empresa em 2004 para ocupar um cargo de gerência. Segundo ela, a organização mede frequentemente o número de mulheres em posições de liderança. “Quando existem poucas mulheres, traçamos planos. Tive a felicidade de participar de muitos cursos de liderança para me desenvolver.”

Ela afirma que empresas com essa preocupação têm mais mulheres em posições de comando. “Por exemplo, pesquisa do Credit Suisse sobre a área de health care, hoje é de 13% o número de mulheres em cargos de alta liderança. Na Alcon, estamos em 25%, é quase o dobro. Somos quatro mulheres em 12, ainda é pouco, mas é mais do que a média do setor. Isso ocorre porque temos comitê de diversidade e inclusão.”

A executiva acredita que todos os países têm de ter planos e medir a participação feminina no mercado. “É preciso saber por que as mulheres não estão atingindo os altos cargos. Considerando-se todas as empresas do Brasil, se percebe que o número de mulheres é próximo a 50%, mas quando se olha os cargos de liderança, o número cai significativamente. Se a empresa não tiver o objetivo de melhorar, fica mais difícil.”

Camila afirma que mulheres que desejam crescer na carreira têm de escolher um marido que a apoie e que queira que a mulher também tenha uma carreira. “Se meu marido não tivesse me apoiado sempre que minha filha ficava chorando quando saía para trabalhar, e dito ‘ela já vai parar de chorar, não tem problema, tudo bem’, com certeza eu teria tido outras reações. Os filhos crescem, vão ter a vida deles, e eu queria que ela tivesse um exemplo de que as mulheres podem fazer as mesmas coisas que os homens.”

Segundo ela, as empresas devem buscar os melhores profissionais, independentemente do estilo e gênero. “Não acredito que a pessoa que todas as vezes escolheu o trabalho tenha vida pessoal e familiar de sucesso. Nem a pessoa que só escolheu a vida familiar tem uma carreira de sucesso. Tem de equilibrar. É verdade que a sabedoria só se adquire com a idade. Afinal, ela não traz só cabelos brancos e rugas.”

Cenário brasileiro.

A vice-presidente da Sociedade Brasileira de Coaching, Flora Victoria, conta que o International Business Report, da Grant Thorton, aponta que, no Brasil, só 18% dos cargos de gestão são ocupados por mulheres. De acordo com Flora, o cenário da participação da mulher no mundo corporativo, principalmente em cargos de liderança, vem melhorando ao longo dos anos, mas não na velocidade desejada. (AE)

 

O Sul

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