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Magnho José Santos de Sousa: “Jogo legal no Brasil vai gerar R$ 280 bilhões por ano”

Brasil é dos maiores exportadores de recursos para casinos em todo o mundo. Marco Regulatório em discussão no Congresso Nacional estabelece condicionantes para a abertura de hotéis-casino. Atividade tem capacidade de criar 700 mil novos empregos e arrecadar R$ 20 bilhões ao ano.

Sete décadas de proibição leva à proliferação do jogo clandestino

Aproximava-se a meia-noite daquela terça-feira, dia 30 de abril de 1946. José Caribé da Rocha, diretor do cassino do Hotel Copacabana Palace, situado na Praia de Copacabana, na Cidade do Rio de Janeiro, anda solenemente em direção à roleta principal do salão.

Lá, pede licença ao crupiê oficial da casa e assume o lugar deste. A grande mesa está cercada por apostadores, funcionários do empreendimento, jornalistas e curiosos. Após um tempo olhando o rosto de cada um deles, e com voz embargada pela emoção, fala:

— Senhoras e senhores, façam suas apostas para a última rodada de roleta no Brasil.

Com a mão direita, gira o cilindro com força, solta a esfera de marfim sobre as casas numeradas e aguarda o movimento cessar, cena acompanhada em grande silêncio pelos ali presentes. E, com voz mais embargada ainda, lágrimas escorrendo pelas faces, canta:

— Preto, 31!

O relógio marca a chegada da quarta-feira, 1º de maio de 1946. A proibição assinada meses antes pelo presidente Eurico Gaspar Dutra entra em vigor. Ironia do destino: num Dia do Trabalho, 53.200 pessoas perdem empregos nos 71 cassinos existentes pelo País.

 

Magnho José Santos de Sousa: “Jogo legal no Brasil vai gerar R$ 280 bilhões por ano”
Palácio Quitandinha, mais conhecido como Hotel Quitandinha, construído para ser o maior casino do Brasil, abrigou a atividade durante apenas durante quatro anos. Aberto em 1944, funcionou até o final de 1946, quando o jogo foi proibido em todo o País

 

Mercado negro de R$ 22,4 bilhões e crescendo ano a ano

Estava dada a largada para a proliferação das diversas modalidades de apostas ilegais no território brasileiro. Em paralelo, cresce o volume de corrupção, incluindo responsáveis pela repressão. Este mercado negro se amplia, atingindo números atuais representativos.

São cerca de US$ 5,6 bilhões a cada ano. Considerando-se a quotação do dólar norte-americano vigente no momento de produção deste texto — início do mês de junho de 2018: R$ 4,00 em valores arredondados —, chegamos ao montante de R$ 22,4 bilhões.

A maior expressão é dada pelo secular e onipresente Jogo do Bicho. Ele acumula 126 anos de operação e 75 como contravenção. Seus 350 mil pontos de vendas atraem 20 milhões de pessoas todo dia, movimentando US$ 3,42 bilhões por ano: R$ 13,7 bilhões.

O segundo lugar é ocupado por cerca de 220 mil slot machines — as máquinas caça-níqueis — espalhadas pelo território nacional: US$ 900 milhões ou R$ 3,6 bilhões. Em seguida, serviços na Internet, via cartão de crédito: US$ 860 milhões; R$ 3,5 bilhões.

Por fim, mesmo com o trabalho constante da Polícia, estima-se em 300 mil a quantidade de bingos em funcionamento entre nossas fronteiras. Eles geram uma movimentação aproximada de US$ 400 milhões a cada 365 dias, representando então mais R$ 1,6 bilhões.

 

Magnho José Santos de Sousa: “Jogo legal no Brasil vai gerar R$ 280 bilhões por ano”
O mercado negro do jogo do Brasil é impressionante: 350 mil pontos de venda do Jogo do Bicho e 300 mil bingos em funcionamento, apesar da repressão constante da Polícia. Diante disso, a previsão de existirem 220 mil slot machines clandestinas é modesta

 

Deputados e senadores debatem Marco Regulatório para o setor

 

Agora, passadas sete décadas após a proibição, há grandes chances de se recriarem os empregos eliminados, criar muitos mais novos postos de trabalho, trazer toda a riqueza para o mercado regular e ampliar a arrecadação de impostos cada vez mais necessários.

Um Marco Regulatório para legalização de jogos em nossa Nação está para ser votado no Congresso Nacional. Aprovado pelos deputados e senadores, depois sancionado pela Presidência da República, liberará o funcionamento de várias modalidades à luz do dia.

As apostas esportivas, bingos, cassinos, Jogo do Bicho, jogos on-line, Pôquer e slot machines juntar-se-ão às já existentes corridas de cavalos, loterias estaduais, loterias federais e sorteios vinculados a títulos de capitalização ou ajuda a entidades sociais.

 

Magnho José Santos de Sousa: “Jogo legal no Brasil vai gerar R$ 280 bilhões por ano”
Jóquei Clube Brasileiro, situado junto à Lagoa Rodrigo de Freitas, no bairro do Jardim Botânico, Zona Sul da Cidade do Rio de Janeiro, a capital do Estado do Rio de Janeiro, é um dos mais vistosos locais de apostas legalizadas em vigência por todo o nosso País

 

700 mil empregos e R$ 20 bilhões em impostos a cada ano

 

Isto acontecendo, as perspectivas de formalização de empregos já existentes, criação de novas vagas e impostos apresentam números significativos: 700 mil postos com Carteira assinada, R$ 10 bilhões em licenças e outorgas e R$ 20 bilhões de arrecadação por ano.

O potencial do Brasil aponta para US$ 70 bilhões em movimento anual: R$ 280 bilhões. De um dos maiores exportadores mundiais de recursos para locais com jogos liberados, nos juntaremos à maioria dos participantes de importantes organizações internacionais.

Vejamos alguns destes dados:

 

Magnho José Santos de Sousa: “Jogo legal no Brasil vai gerar R$ 280 bilhões por ano”
Sede da Organização Mundial do Turismo — OMT, na Cidade de Genebra, localizada a Oeste da Suíça: dos 156 participantes, 111 têm jogo liberado; entre os outros 45, como a maioria adota o islamismo como religião oficial, dificilmente vão mudar esta realidade

 

Do domínio por máfias a corporações de uma economia moderna

 

Até os anos 1970, cassino, jogo, era sinônimo de máfia, imagem mais relacionada com a Cidade de Las Vegas, no Estado de Nevada, a Oeste dos Estados Unidos da América. Mas não se repetia em outros centros mais tradicionais, como o Principado de Mônaco.

De lá para cá, tudo mudou, com uma gestão profissional, assentada nas mais modernas tecnologias existentes, como softwares de controle e vigilância por câmeras, além de um acompanhamento praticamente on-line, feito pelos órgãos de fiscalização e arrecadação.

Este ambiente criou uma indústria global, movimentando US$ 600 bilhões a cada ano: R$ 2,4 trilhões. Olhando número de casinos, Europa lidera: 2.624. Seguem América do Norte, 2.458; Resto da América e Caribe, 696; Oceania, 602; Ásia, 270; e, África, 198.

Os Estados Unidos da América são a maior potência, com 50% do total global: US$ 300 bilhões ou R$ 1,2 trilhões. Emprega 1,7 bilhão de pessoas, com salários totais de US$ 75 bilhões, ou R$ 300 bilhões. Em tributos, recolhe US$ 40 bilhões, ou R$ 160 bilhões.

 

Magnho José Santos de Sousa: “Jogo legal no Brasil vai gerar R$ 280 bilhões por ano”
A Cidade de Las Vegas contribui com a maior parte para torno os Estados Unidos da América a maior potência mundial do jogo, com 50% do total global: US$ 300 bilhões de movimentação anual; 1,7 bilhão de postos de trabalho; US$ 40 bilhões em impostos

 

Turismo será dos grandes beneficiados pela legalização do jogo

Nestes milhões para cá, bilhões para lá e trilhões para acolá, faltam ser computados os benefícios carreados para o turismo: custos de hospedagem, gastos com alimentação, contratação de passeios, uso de serviços de táxi ou veículos compartilhados, compras…

Hoje, a cada 365 dias, cerca de 200 mil brasileiros vão para o exterior, em busca de locais seguros para jogar. Os países mais procurados são nossos vizinhos Argentina, Paraguai e Uruguai. Mas todos os demais se beneficiam desde verdadeiro êxodo de tupiniquins.

O Brasil faz das tripas coração e mal consegue atrair 6,5 milhões de visitantes de janeiro a dezembro. A Cidade de Macau, lá onde o Sol nasce, toda pequenininha, 31 milhões. E a Cidade de Las Vegas? Praticamente não dedica mais esforços para receber 40 milhões.

 

Magnho José Santos de Sousa: “Jogo legal no Brasil vai gerar R$ 280 bilhões por ano”
Vista noturna da Cidade de Macau, localizada lá onde o Sol nasce. Com seus casinos, apelidada de “Las Vegas da Ásia”, atrai 31 milhões de turistas a cada ano. O Brasil faz das tripas coração e mal consegue atrair 6,5 milhões de visitantes de janeiro a dezembro

 

Legislação limitará número de hotéis-casino pela população local

A prática do jogo voltando a ser livre no Brasil vai obedecer aos parâmetros contidos no Marco Regulatório em votação. São limitações dimensionadas por especialistas, com o objetivo de evitar a banalização da atividade, surgindo casas de apostas a toda esquina.

Vejamos as principais, podendo sofrer alterações até o momento da aprovação final:

  • Serão sempre hotéis-cassinos integrados a grandes complexos de lazer, incentivando outras atividades além do jogo;
  • As unidades serão erguidas com esta finalidade, não podendo ser aproveitadas já existentes e gerando investimentos na construção civil e em toda a cadeia econômica relacionada à hotelaria;
  • Distrito Federal e os Estados com até 15 milhões de habitantes só poderão ter uma unidade;
  • Estado com população até 25 milhões de habitantes, duas; e,
  • Estado com população acima de 25 milhões de habitantes, três, sendo este o número máximo.

Outro limitador relacionado à população de cada local estabelece a quantidade mínima de unidades habitacionais para os hotéis-casinos: menos de cinco milhões de pessoas, são 100 quartos; até 15 milhões, 250; até 25 milhões, 500; e, acima de 25 milhões, mil.

Essa condicionante tem forte impacto para a criação de postos de trabalho. No País, um hotel comum, quatro a cinco estrelas, emprega de 0,6 a um funcionário por apartamento; num hotel-casino, o fator sobe a 3,2 — pois incorpora 85 novas funções à sua operação.

 

Magnho José Santos de Sousa: “Jogo legal no Brasil vai gerar R$ 280 bilhões por ano”
No Brasil, um hotel comum, de categoria quatro a cinco estrelas, emprega de 0,6 a um funcionário por apartamento; num hotel-casino, o fator sobe a 3,2. Isto acontece porque são incorporadas ao empreendimento 85 novas funções necessárias à sua pela operação

 

Ideias apresentadas no Fórum Gramado de Estudos sobre Turismo

Este material foi redigido a partir dos conteúdos da apresentação desenvolvida durante a edição 2018 do Fórum Gramado de Estudos sobre Turismo, dias 12 a 14 de abril último, por Magnho José Santos de Sousa, presidente do Instituto Brasileiro Jogo Legal — IJL.

Esta entidade tem como finalidade principal estimular a produzir estudos e pesquisas sobre concursos de prognósticos, jogos e loterias, além das atividades de entretenimento relacionadas a estas atividades —  e trabalhar para a legalização deste setor no Brasil.

Assim, atua em colaboração com todos os Poderes constituídos para contribuir com a construção do melhor e mais amplo Marco Regulatório para a atividade, pautando suas ações pelos limites estabelecidos mundialmente como 7 Mandamentos do Jogo Legal:

  • Regular em vez de proibir;
  • Debater previamente o tema;
  • Regular de acordo com a realidade local;
  • Acabar com a clandestinidade;
  • Pôr fim à corrupção no setor;
  • Total transparência nas atividades; e,
  • Política de portas abertas.

 

Magnho José Santos de Sousa: “Jogo legal no Brasil vai gerar R$ 280 bilhões por ano”
Este material foi redigido a partir dos conteúdos da apresentação desenvolvida durante a edição 2018 do Fórum Gramado de Estudos sobre Turismo, dias 12 a 14 de abril último, por Magnho José Santos de Sousa, presidente do Instituto Brasileiro Jogo Legal — IJL

 


 

O post “Magnho José Santos Souza: ‘Jogo legal no Brasil vai gerar R$ 280 bilhões por ano'” foi produzido a partir da participação no Fórum Gramado de Estudos sobre Turismo, realizado nos dias 12, 13 e 14 de abril, na Cidade de Gramado, situada na Serra Gaúcha, região de montanhas localizada a Nordeste do Estado do Rio Grande do Sul, com apoio da Brocker Turismo e Hotel Pousada do Bosque, ambas da Cidade de Canela, e do Restaurante e Lancheria São Pedro, da Cidade de Gramado.

A repetição de diversas expressões ao longo do conteúdo do post “Magnho José Santos Souza: ‘Jogo legal no Brasil vai gerar R$ 280 bilhões por ano'” é intencional. Elas são as principais palavras-chave dos conteúdos. Colocá-las várias vezes na postagem faz parte das técnicas de Search Engine Optimization — SEO, ou otimização para ferramentas de busca. Ajuda a destacar o trabalho na lista apresentada quando se pesquisa com BingGoogle ou Yahoo!.

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• Facebook do Jornal Cidade Sorriso, da Cidade de Porto Alegre, capital do Estado do Rio Grande do Sul;

• Blog do Jornal Passaporte, da Cidade de Belém, capital do Estado do Pará; e,

• Link de notícias do site da Associação de Jornalistas e Blogueiros do Brasil — Ajobtur.

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