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FSG e universidade inglesa propõem nova tecnologia para identificar e monitorar riscos geotécnicos em áreas urbanas

Pesquisa desenvolvida por Centro Universitário e Universidade de Derby estuda riscos de movimentação de solo. Uso de drones para indicar pontos de vulnerabilidade geotécnica pode beneficiar Caxias do Sul

                Um trabalho sobre avaliação e previsão de riscos geotécnicos em áreas urbanas, elaborado em cooperação entre a FSG – Centro Universitário da Serra Gaúcha e a Universidade de Derby, na Inglaterra, propõe o uso de drones como nova tecnologia para a indicação de pontos de vulnerabilidade geotécnica em Caxias do Sul. A aplicação da ferramenta para monitorar o comportamento de áreas instáveis, como deslizamentos, é inovadora em escala mundial e permite investigar locais de difícil acesso com custos reduzidos. Entre seus impactos sociais, que podem refletir no município, está a segurança, pela redução de riscos no estabelecimento de moradias e em intervenções de Engenharia Civil.

A pesquisa, intitulada Some aspects of the use of uav for slope stability monitoring and modelling, é desenvolvida há seis meses no College of Engineering and Technology da Universidade de Derby. Seu objetivo é determinar subsídios para minimizar e prever desastres associados a processos de movimento de solos, que permitam formular modelos de previsibilidade do comportamento dos terrenos. A iniciativa é financiada pelo Newton Fund e liderada pelo professor de Engenharia Civil da FSG Tiago de Vargas, com a participação do pesquisador da universidade inglesa Omar Hamza.

O geólogo Tiago de Vargas, mestre em hidrogeoquímica e doutor em geoquímica ambiental, conta que foi realizado um levantamento sobre as tecnologias utilizadas no Brasil e no mundo para identificação de risco geotécnico em áreas urbanas não planejadas. Após, analisaram-se dados existentes sobre geologia, geotecnia de solos e acidentes geotécnicos ocorridos em Caxias do Sul, relacionando-os com a aplicação da ferramenta drone. Entre as dinâmicas estiveram pesquisas de escritório e visitas a áreas com eventos de landslides (deslizamentos) na Inglaterra e em Caxias do Sul.

Resultados e benefícios

Entre os resultados, a eficiência do uso de drones como ferramentas para o monitoramento de landslides destacou-se, por fornecerem imagens de alta resolução que possibilitam gerar modelos 3D dos terrenos. Eles ainda permitem investigar áreas de difícil acesso com custos menores se comparados aos das tradicionais metodologias de fotogrametria. “A pesquisa apresenta uma nova tecnologia de monitoramento de landslides que pode contribuir na avaliação de áreas que oferecem riscos geotécnicos em Caxias do Sul”, afirma Vargas.

        Os resultados já foram apresentados na Universidade de Derby e, na noite de ontem (6 de setembro), foram expostos a pesquisadores e autoridades municipais durante um workshop na FSG. O relatório dos seis meses de pesquisa será disponibilizado ao Serviço Autônomo Municipal de Água e Esgoto (SAMAE), com resultados e interpretações, junto a um guia com orientações técnicas referentes a áreas observadas. A etapa de intercâmbio dos professores se encerra no mês de setembro, e a conclusão completa da pesquisa dependerá da disponibilidade de verba.

Contribuição internacional

Para o professor Omar Hamza, doutor e membro certificado da Institution of Civil Engineers (ICE) e da Higher Education Academy (FHEA), o projeto terá como resultado geral a contribuição para a compreensão do monitoramento e modelagem da instabilidade de taludes em Caxias do Sul, com a intenção de melhorar a metodologia de avaliação de risco geotécnico no Brasil. “Esta pesquisa terá impacto social e de proteção de vidas, fornecendo evidências claras para informar a tomada de decisão como, por exemplo, os locais (mais) seguros para estabelecer moradias e a avaliação das intervenções de Engenharia Civil para reduzir riscos”, comenta. Hamza é Engenheiro Civil, conferencista sênior e líder do Programa de Aprendizes Diplomados no Bacharelado em Engenharia Civil da Universidade de Derby, além de pesquisador ativo em infraestrutura e geotecnia sustentável, e registra uma experiência acadêmica e industrial de 25 anos no Reino Unido e no exterior.

FSG

Com sede em Caxias do Sul, a FSG é o Centro Universitário da Serra Gaúcha. Oferece mais de 100 opções de cursos de graduação, pós-graduação e extensão, e atua também na área de pesquisa, com mais de 50 programas e projetos de envolvimento com a comunidade. Fundada em 1999, a FSG é referência no cenário da educação superior pelo modelo de metodologia ativa de ensino, qualidade na infraestrutura e corpo docente.

 

 

Fonte e foto: Dinâmica Comunicação Empresarial / Assessoria de Imprensa FSG

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