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Começa a 6a Edição do Festival do Vinho Colonial em Bento Gonçalves

                   No próximo sábado, dia 21 de julho, a festa de resgate à cultura dos antepassados, através da celebração em torno do vinho colonial ou artesanal, começa pelo Distrito de São Pedro. Depois, será a vez dos Distritos de Faria Lemos (04/08), Vale dos Vinhedos (1/09) e Tuiuty (28/09). O Festival é mais um bom resultado do Projeto de Resgate e Valorização do Vinho Colonial, que começou em 2010, com a coordenação técnica da Emater-RS/Ascar, Embrapa Uva e Vinho, Campus de Bento Gonçalves do Instituto Federal do Rio Grande do Sul (IFRS) e com o apoio de diversas instituições.

               Segundo Maria de Lourdes Pancotte (Emater-RS/Ascar), uma das coordenadoras da atividade, os preparativos para cada edição começam ainda no ano anterior, com a definição das datas, e seguem até o dia do Festival em cada comunidade. Ela relata que cerca de duas semanas antes do evento, são coletadas as amostras dos vinhos nas famílias que têm interesse em participar. “Os vinhos são avaliados por enólogos e somente os aprovados é que são servidos no Festival”, sintetiza ela.

               A avaliação dos vinhos é acompanhada de perto pelos produtores na comunidade. Mesmo não sabendo o proprietário da amostra, pois todas são codificadas e organizadas em categorias para facilitar o trabalho dos degustadores, eles aguardam ansiosamente os resultados. No final, de forma individual, cada produtor recebe uma avaliação dos vinhos que apresentou. Nesse momento, os enólogos destacam as qualidades e caso tenham identificados algum problema, já orientam sobre a solução.

              Para o Festival de São Pedro, o primeiro a acontecer neste ano, a seleção foi feita pelos                enólogos Thompsson Didone (Emater-RS/Ascar), Raul Ben e João Carlos Taffarel (Embrapa Uva e Vinho), na manhã do dia 10 de julho. Foram avaliados 31 vinhos das oito famílias participantes. Desses, 26 foram aprovados para serem servidos na noite do próximo sábado, dia 21. “Os participantes do Festival de São Pedro irão degustar vinhos de qualidade. Desde produtos com as tradicionais cultivares Isabel e Bordô, vinhos elaborados com viníferas, como Merlot e Cabernet, e também terão a oportunidade de degustar dois excelentes vinhos elaborados com a Peverella, uma uva que quase foi extinta na Serra”, comenta Didone, que coordenou o painel de degustação e é chefe de escritório da Emater/RS de Bento Gonçalves.

                 A apresentação dos vinhos com a cultivar Peverella, dos produtores Luciano Strapazzon e Vanius Foresti, é um atrativo a parte para o evento, segundo Taffarel. Ele explica que foi uma das primeiras cultivares trazidas pelos imigrantes e quase desapareceu, mas, graças a alguns pequenos produtores, ainda pode ser encontrada. “Se o vinho for bem elaborado, como os apresentados aqui, é sucesso certo. Ele tem um estilo Prosseco, mas com toque do artesanal”, avaliou.

                  A evolução dos vinhos ao longo da execução do projeto é perceptível, segundo Raul Ben, enólogo da Embrapa Uva e Vinho que acompanha as avaliações sensoriais e participou de diversas ações de capacitação aos produtores desde o início do projeto em 2010.“No início, a gente degustava dez vinhos para conseguir selecionar um. Agora já é diferente, são poucos os vinhos que apresentam pequenos defeitos”, pontua ele.

             Além dos vinhos, a comunidade também se envolve para preparar e organizar a alimentação e o espaço para receber os quatrocentos e cinquenta participantes previstos. “Esse ano não foi necessário nem oferecer os ingressos, o pessoal já procurou antecipadamente. O Festival é uma ótima oportunidade para mobilizar a comunidade e também incentivar os que estão começando a produzir”, avalia Talita De Toni, que é filha de produtores e participa ativamente da organização do evento no Distrito.

               Para Cristian Lerin, um dos produtores que irá servir seu vinho no evento, o Festival é muito mais do que divulgar o vinho em si. “Estamos criando uma identidade cultural do Município, valorizando o que é produzido aqui. O vinho colonial tem uma grande procura e a qualidade do vinho aumentou muito com essa ajuda que as entidades estão dando”, avaliou ele, que também é enólogo e integra o projeto piloto do Vinho Colonial, para legalizar a sua produção, com o registro da Casa Lerin.

               Além de auxiliar a qualificar e a legalizar a produção dos pequenos produtores, os resultados do Projeto de Resgate e valorização do Vinho Colonial estão estimulando a permanência dos jovens no interior, pois se apresentam como uma oportunidade concreta de empreendimento, com um novo cenário construído a muitas mãos e com base na pesquisa e no desenvolvimento.

 

Agende-se para conferir os vinhos dos diferentes distritos:

21/07 – Salão Comunitário de São Pedro
04/08- Salão da Comunidade da Linha Paulina de Faria Lemos

01/09 – Salão da Comunidade 8 da Graciema – Vale dos Vinhedos
28/09– Salão Comunitário de São Valentim – Tuiuty

 

 

Assessoria de Imprensa Embrapa Uva e Vinho:

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