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Casamentos na Igrejinha da Pampulha ameaçados por obra

imageNoivas receberam a informação de que o local será fechado em novembro para reforma.

A Igrejinha da Pampulha, na capital, pode suspender todos os casamentos marcados a partir do mês que vem até novembro de 2017 para reforma do local. Seriam ao menos 200 cerimônias agendadas nesse período, segundo informações de uma noiva. A obra estava prevista antes de o Complexo Arquitetônico receber o título de Patrimônio Cultural da Humanidade, concedido em julho pela Unesco.

O receio de as missas não acontecerem tomou conta de vários casais, após uma mulher ligar para a Prefeitura de Belo Horizonte, nessa terça-feira (4) de manhã, e ter a informação de que o restauro precisa e vai começar até novembro de 2016. Porém, até essa terça-feira (4) não havia uma posição oficial de como a Igrejinha vai fazer com os compromissos já firmados. “A moça da Igreja me falou que não tem menos de 200 casamentos marcados até novembro de 2017”, contou a analista financeiro Gabriela Andrade, 31.

As noivas começaram a se articular por redes sociais e, em um grupo de WhatsApp, já são 70. A reportagem conversou com dez delas, que contaram ter escolhido o local por causa da história do casal, por um sonho ou pelo simbolismo da Igrejinha na cidade.

Ana Paula Nascimento, 29, por exemplo, se programa há 14 meses para se casar no dia 3 de dezembro, e a escolha do lugar significa um desejo da família dos noivos. “Minha mãe e minha sogra são muito religiosas, e, desde quando resolvemos nos casar, a primeira ideia foi a Igrejinha”, disse.

Além da realização de um sonho, Ana precisa lidar com o alto valor já desembolsado para a cerimônia e a celebração. “Só a festa ficou em torno de R$ 40 mil. Eles não estão destruindo só o sonho de uma noiva, mas de toda uma família” desabafou. Caso o problema não se resolva, Ana pretende ir à Justiça.

Procurada pela reportagem  a assessoria da Arquidiocese de Belo Horizonte informou que se manifestaria nesta quarta-feira (5) sobre a questão. Já o presidente da Fundação Municipal de Cultura, Leônidas Oliveira, ressaltou que, se as obras não começarem até novembro deste ano, a prefeitura irá perder R$ 2 milhões, somando o dinheiro recebido do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) Cidades Históricas e o valor gasto com o projeto executivo. “Há um acordo com a Igreja de que as obras comecem até novembro. Senão, o dinheiro será perdido”, disse.

Dinheiro. Apesar dos gastos, do estresse e do desespero, as noivas que conversaram com a reportagem não querem ser reembolsadas. O desejo de todas elas é concretizar o sonho de se casarem na Igreja São Francisco de Assis. “Minha família mora na orla, nosso primeiro beijo foi na orla, o pedido de casamento foi em frente à Igrejinha. Escolhi um salão próximo, e tudo está minimamente planejado”, desabafou Talita Lopes de Oliveira, 24, advogada. O casamento está previsto para o dia 7 de outubro de 2017.

 

 

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