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Café Colonial, valorizando culinária típica dos imigrantes alemães, tornou-se um dos mais importantes ícones do turismo na Cidade de Canela e na Cidade de Gramado

Origem desta modalidade de refeição remonta ao final do século XIX, anos 1800. É das mais autênticas tradições da cultura alemã trazidas pelos pioneiros em busca de vida melhor em terras brasileiras. Primeiro café colonial como um empreendimento comercial surgiu nos anos 1970.

 

Café Colonial: sucesso no Sul, expansão para o Sudeste do Brasil

 

O café colonial é uma farta refeição criada em regiões com a presença de grande imigração de alemães, poloneses e ucranianos. Assim, tornou-se uma atração turística de vários Municípios de três Estados do Sul do Brasil: Paraná, Rio Grande do Sul e Santa Catarina.

Mas vem tornando-se popular fora daquele eixo, no Sudeste do País. Cito, especialmente, o meu Estado do Espírito Santo. Como os outros, durante o final do século XIX, anos 1800, recebeu, também, contingentes daquelas três nacionalidades de origem europeia — em maioria, da Itália.

Também, porque empreendedores de turismo da Serra Capixaba vêm fazendo benchmarking na Serra Gaúcha, pela similaridade entre as regiões. Apesar dos cerca de dois mil quilômetros de distância entre elas, paisagem, clima e população têm muita coisa em comum.

 

Café Colonial, valorizando culinária típica dos imigrantes alemães, tornou-se um dos mais importantes ícones do turismo na Cidade de Canela e na Cidade de Gramado
O Café Colonial é uma refeição criada em regiões com a presença de grande imigração de alemães, poloneses e ucranianos. Assim, tornou-se uma atração turística de vários Municípios de três Estados do Sul do Brasil: Paraná, Rio Grande do Sul e Santa Catarina

 

Café Colonial: descendentes alemães preservam tradição centenária

 

O café colonial é das mais autênticas tradições da cultura e cozinha alemãs trazidas pelos pioneiros em busca de vida melhor em terras brasileiras. Ainda hoje, passados mais de um século, seus descendentes mantém o hábito de servi-lo em casa, geralmente domingos à tarde.

Famílias se deliciam com café, chá quente, chimias (do alemão schmier), chocolate gelado, chocolate quente, conservas, cuca, mel, morcela (chouriço), nata, pães, queijos, queschmier ( chimia tipo ricota), salames diversos, torta de maçã (apfelstrudel), tortas variadas, wafles etc.

São iguarias tradicionais da Festa de Kerb. Elas acontecem após as missas dominicais, com os fiéis dirigindo-se ao Salão Paroquial, seguidos por uma bandinha de músicos. Lá, cumpre-se o ritual de confraternização entre vizinhos e degustação das delícias dispostas em grandes mesas.

Era o mesmo cardápio servido nas casas dos lavradores, antes do dia raiar. Todos partiam para as roças bem alimentados. Afinal, a lida no campo iniciava-se ao alvorecer e só era interrompida no final da tarde — com o Sol a pino, debaixo de chuva, ardendo com o calor, tremendo de frio…

 

Café Colonial, valorizando culinária típica dos imigrantes alemães, tornou-se um dos mais importantes ícones do turismo na Cidade de Canela e na Cidade de Gramado
As iguarias são as da Festa de Kerb. Elas acontecem após missas dominicais, com fiéis dirigindo-se ao Salão Paroquial, seguidos por bandinha de músicos. Lá, cumpre-se o ritual de confraternização entre vizinhos e degustação das delícias dispostas nas mesas

 

Café Colonial: atrativo de turismo a partir do início dos anos 1900

 

A partir das primeiras décadas do século XX, anos 1900, foi transformando-se em atrativo de turismo. Viajantes chegados à região onde hoje está a Cidade de Gramado, não encontrando hotéis e restaurantes, pousavam em residências de famílias, alimentando-se com os moradores.

Ao retornar aos seus locais de origem, contavam maravilhas sobre o “café-da-manhã servido nas casas dos colonos” nas quais haviam passado os dias. Logo, pessoas subiam a serra para passear, descansar e, é claro!, experimentar as muitas delícias do cada vez mais popular “café colonial”.

Até início dos anos 1960, principalmente para fugir dos dias quentes do verão, elas deixavam a Cidade de Porto Alegre e demais localidades do entorno — até mesmo do litoral —, geralmente utilizando o trem, em busca de clima mais ameno na Cidade de Canela e na Cidade de Gramado.

O número de turistas crescendo, levou ao surgimento de pensões, pousadas e hotéis. Como nem todos os estabelecimentos tinham condições de atender  hóspedes com o antigo costume, surgiu a oportunidade de nova especialidade de comércio para suprir a demanda: o café colonial.

 

Café Colonial, valorizando culinária típica dos imigrantes alemães, tornou-se um dos mais importantes ícones do turismo na Cidade de Canela e na Cidade de Gramado
Os visitantes, retornando às suas casas, contavam maravilhas do “café-da-manhã servido nas casas dos colonos” nas quais haviam passado dias. Logo, pessoas subiam a serra para passear e experimentar as delícias do cada vez mais popular “café colonial”

 

Café Colonial: pioneiro foi aberto por sugestão de dentista

 

O primeiro surge por iniciativa do dentista Jaime Prawer — mais tarde, também responsável pelo chocolate caseiro da Região das Hortênsias. Sem consultório fixo, rodava interior afora, atendendo todos os membros das famílias em suas próprias propriedades rurais.

Era comum, aproximando-se o final do dia, ser convidado pelos anfitriões para degustar o “café da tarde” — um café colonial, sem tirar nem pôr. Certa vez, embevecido com delícias servidas pela senhora Lira Caliari, sugeriu a ela oferecer aqueles sabores aos visitantes na região.

Demorou algum tempo, mas o destino fê-la cruzar com a trajetória de um estabelecimento aberto em 2 de fevereiro de 1972. Com o nome de Café Colonial Bela Vista, lançou o sistema de taxa fixa para saborear o quanto se quisesse dos quitutes da culinária alemã.

Enquanto a modalidade de atendimento começava a encantar turistas, a senhora Lina Caliari, primeiro, mudou da Zona Rural para a Cidade de Gramado. Começou a trabalhar em residências; mais tarde, em hotéis; para, finalmente, ser contratada pelo Café Colonial Bela Vista.

Lá, colocou em prática receitas aprendidas desde criança com avós, tias e mãe, às quais dava toque pessoal — além daquelas de criação própria. A fama do local e da cozinheira de mão cheia só crescia, promovida pela propaganda boca-a-boca dos cada vez mais numerosos clientes.

 

Café Colonial, valorizando culinária típica dos imigrantes alemães, tornou-se um dos mais importantes ícones do turismo na Cidade de Canela e na Cidade de Gramado
No Café Colonial Bela Vista, a senhora Lina Caliari colocou em prática receitas aprendidas com avós, tias e mãe. A fama do local e da cozinheira de mão cheia só crescia, sendo promovida pela propaganda boca-a-boca dos cada vez mais numerosos clientes

 

Café Colonial: após algum tempo, a funcionária vira proprietária

 

A senhora Lina Caliari, de funcionária, tornou-se proprietária do Café Colonial Bela Vista. Mas ela já não estava sozinha no mercado. O sucesso do novo negócio, aliado à simplicidade de sua operação, atraiu outros empreendedores — e o café colonial entrou de vez no gosto dos turistas.

Pelo pioneirismo de quase meio século atrás, hoje, o Café Colonial Bela Vista ostenta, orgulhoso, o dístico “O Primeiro do Brasil” em sua logomarca — ao meu ver, isso é até prova de humildade, podendo ser “O Primeiro do Mundo”, pois em nenhum outro local do planeta há cafés coloniais.

Os cafés coloniais tornaram-se expressivos para o turismo da Cidade de Canela e da Cidade de Gramado a partir da década de 1980, com a maior divulgação dos atrativos da região no Brasil e no exterior. Passaram a integrar, praticamente, todos os roteiros oferecidos aos visitantes.

A concorrência ampliou e melhorou os serviços — vans para buscar as pessoas em hotéis, sem custo; estacionamentos amplos; wi-fi gratuito etc. — e aprimorou e enriqueceu cardápios: com pouca diferença entre um e outro, servem quase 100 variedades entre bebidas, doces e salgados.

 

Café Colonial, valorizando culinária típica dos imigrantes alemães, tornou-se um dos mais importantes ícones do turismo na Cidade de Canela e na Cidade de Gramado
Os cafés coloniais tornaram-se expressivos no turismo da Cidade de Canela e da Cidade de Gramado a partir da década de 1980, com a divulgação da região no Brasil e no exterior. Passaram a integrar, praticamente, todos os roteiros oferecidos aos visitantes

 

Café Colonial: mesas com quase 100 itens de delícias diversas

 

Entre bebidas, doces e salgados, relação dos itens constantes dos cardápios padrões oferecidos pelos cafés coloniais funcionando na Cidade de Canela e na Cidade de Gramado:

 

• Bolinho de queijo

• Bolo de amendoim

• Bolo de banana

• Bolo de biscoito

• Bolo de cenoura

• Bolo de chocolate

• Bolo de laranja

• Bolo de requeijão

• Bolo de ricota

• Bolo de torta fria

• Café

• Chás variados

• Chocolate

• Chocolate em barras

• Chocolate quente

• Copa

• Creme de baunilha

• Croquete de frango

• Cuca

• Figo em calda

• Frango à milanesa

• Gelatinas

• Geleia de figo

• Geleia de morango

• Geleia de uva

• Legumes e atum

• Linguiça fervida

• Lombo à milanesa

• Manteiga

• Marta Rocha

• Morcela branca

• Morcela preta

• Mortadela de Frango

• Nata

• Pão de centeio

• Pão de milho

• Pão de queijo

• Pão francês

• Pão sovado

• Pastel de chocolate

• Pastel de presunto

• Pastel de queijo

• Pêssego em calda

• Picles

• Polenta frita

• Presunto

• Queijo colonial

• Queijo de porco

• Rocambole

• Sagu

• Salame

• Suco de uva

• Torta de bombom Prestígio

• Torta de chocolate

• Torta de limão

• Torta de maçã

• Torta de morango

• Torta de nozes

• Torta Floresta Negra

• Torta fria

• Torta holandesa

• Vinho branco seco

• Vinho tinto suave

• Waffles

 

 

O post “Café Colonial, valorizando culinária típica dos imigrantes alemães, tornou-se um dos mais importantes ícones do turismo na Cidade de Canela e na Cidade de Gramado” foi produzido por João Zuccaratto, jornalista especializado em turismo baseado na Cidade de Vitória, a capital do Estado do Espírito Santo, em função da participação na Gramado Summit,  entre os dias 8 a 10 de agosto de 2018, na Cidade de Gramado, ícone do turismo na Serra Gaúcha, região de montanhas localizado a Nordeste do Estado do Rio Grande do Sul, com apoio da Brocker Turismo e do Sky Serra Hotel.

A repetição de diversas expressões ao longo do conteúdo do post “Café Colonial, valorizando culinária típica dos imigrantes alemães, tornou-se um dos mais importantes ícones do turismo na Cidade de Canela e na Cidade de Gramado” — como “café colonial” — é intencional. Elas são as principais palavras-chave dos conteúdos. Colocá-las várias vezes na postagem faz parte das técnicas de Search Engine Optimization — SEO, ou otimização para ferramentas de busca. Ajuda a destacar o trabalho na lista apresentada quando se pesquisa com BingGoogle ou Yahoo!.

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O post “Café Colonial, valorizando culinária típica dos imigrantes alemães, tornou-se um dos mais importantes ícones do turismo na Cidade de Canela e na Cidade de Gramado” foi publicado, originalmente, em www.turismoria.com.br e está republicado nos no link de notícias do site da Associação de Jornalistas e Blogueiros do Brasil — Ajobtur.

O post “Café Colonial, valorizando culinária típica dos imigrantes alemães, tornou-se um dos mais importantes ícones do turismo na Cidade de Canela e na Cidade de Gramado” por ser republicado nos seguintes endereços de Web:

• Blog do Jornal Passaporte, da Cidade de Belém, capital do Estado do Pará;

• Facebook do Jornal Cidade Sorriso, da Cidade de Porto Alegre, capital do Estado do Rio Grande do Sul; e,

• News do Jornal Turismo & Serviços.

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