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Vale Germânico representa nova perspectiva de turismo para a região

Região – Uma perspectiva turística renovada para municípios da região. Desde segunda-feira, 26, o Vale Germânico está oficializado pelo Ministério do Turismo (MTur), a partir da publicação do mais recente Mapa do Turismo Brasileiro. A região é integrada por nove cidades que também fazem parte do Vale do Rio dos Sinos e Paranhana.

A iniciativa tem como objetivo ampliar o potencial turístico da região, composta pelos municípios de Araricá, Campo Bom, Dois Irmãos, Ivoti, Morro Reuter, Novo Hamburgo, Santa Maria do Herval, São Leopoldo e Sapiranga, que fazem parte do Vale do Sinos e Paranhana.

Seu ponto de partida foi a criação do Fórum de Turismo do Vale do Rio dos Sinos, que discute soluções para a questão no âmbito regional. Após diversas reuniões, houve a percepção de que havia uma potencial alteração a ser feita. Esta ideia, então, foi levada a debate.

Percebeu-se que a colonização germânica era comum a várias cidades do entorno, tanto em eventos quanto na qualidade de vida em geral. Em 2017, o Ministério abriu edital para regiões interessadas em integrar o Mapa do Turismo, e foi aí que o nome Vale Germânico começou a ganhar ainda mais força.

Municípios integrantes do Vale Germânico (Créditos: Arte O Diário)

Comercial e lançamento

“Há um ano e meio, percebemos que o termo Vale do Sinos denota muito a indústria e pouco o comércio. Trabalhamos neste sentido em um nome que seja mais viável comercialmente”, conta a secretária de Cultura e Turismo de Araricá, Mara Alexandra Lima, que depois assumiu a coordenação do Fórum Regional do Vale Germânico.

A principal intenção do Vale é atrair o turista comum. A região tem vocação no turismo de negócios, pela realização de feiras como a Fenac. “Mas mesmo esta pessoa que vem para cá também sobe a Serra no final de semana. Queremos, com esta iniciativa, que o turista entre nas cidades e aproveite nossas atrações e belezas naturais”, afirma Mara.

Oficialmente, o Vale Germânico ainda será lançado. Segundo Mara, a nomenclatura Vale do Sinos segue valendo sob uma perspectiva geográfica, como pesquisas demográficas e censitárias. A partir de agora, o novo grupo pode pleitear emendas parlamentares para a área do turismo, por exemplo.

“Desde sinalização, totens, material descritivo, até um plano de turismo regional integrado. Em um primeiro momento, vamos trabalhar junto às universidades da região, e depois levar a ideia ao público”, afirma ela.

Apoio da Amvars foi fundamental

Um importante agente de apoio à sua criação foi a Associação dos Municípios do Vale do Rio dos Sinos (Amvars). A organização também atuou de forma a apresentar o projeto e obter adesão dos municípios. Diversas cidades desenvolveram suas propostas, porém, apenas as nove citadas foram integradas ao Vale. A próxima atualização do Mapa é em 2021.

A secretária de Turismo de Morro Reuter, Sônia Feldmann, afirma que o Vale Germânico tem uma perspectiva regional, embora cada município adapte a proposta à sua característica. “Nos inserimos em função da parceria entre os secretários e a Amvars. Queremos que os turistas venham conhecer pontos turísticos, religiosos e culturais importantes no município e na região”, diz ela.

Estância Velha na lista para ingressar no Vale

Para participar do Vale Germânico, o município necessita ter o Conselho do Turismo formalizado e em plena atividade. Em Estância Velha, apesar de ter sido criado em 1973, alterado e atualizado em 2016, somente agora o município está instituindo e formalizando o Comtur – Conselho Municipal de Turismo.

Conforme o diretor de Turismo, Gilmar Pereira, falta a indicação do representante do Sindicato Patronal, para que seja completada a lista de integrantes do Comtur. Após esta indicação dos representantes, sairá o decreto oficializando a criação do Conselho. Depois de duas assembleias realizadas, Estância Velha poderá pleitear o ingresso na nova região turística.

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