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Projeto Studio Urbano reúne propostas de estudantes de Arquitetura e Urbanismo para a recuperação do Sítio Histórico da Prainha, no Estado do Espírito Santo

O Estado do Espírito Santo nasceu no Sítio Histórico da Prainha, na Cidade de Vila Velha. Guardião de importantes patrimônios culturais e religiosos, com o passar dos séculos sofreu descaracterizações. Agora, em vias de ser reformado e recuperado, recebe sugestões de projetos.

Sítio Histórico da Prainha: embrião do Estado do Espírito Santo

O capitão-donatário Vasco Fernandes Coutinho, depois de cruzar o Oceano Atlântico de Nordeste a Sudoeste, a bordo da caravela Glória, escolheu pequena enseada para aportar e assumir a capitania hereditária doada a ele pela Coroa Portuguesa nas terras do Brasil.

Era 23 de maio de 1535, um Domingo de Pentecostes, essa, uma das celebrações mais importantes do calendário cristão — no caso, da Religião Católica: comemora a descida do Espírito Santo sobre os apóstolos de Jesus Cristo, sua mãe Maria e outros seguidores.

Por isso, não teve dúvidas, batizando seus domínios como Capitania do Espírito Santo. Impedido de descer à terra pelos nativos armados de arcos, flechas e tacapes, usou tiros de canhão para assustá-los e espantá-los para o interior, coberto por Mata de Restinga.

Os índios chamavam a faixa de areia onde pisou pela primeira vez em sua propriedade de piratininga — significando peixe seco, local de secar peixe. Para os colonizadores, passou a ser a Praia de Piratininga. Mas, por ser pequena, ganhou o apelido de Prainha.

Passados quase 500 anos, o entorno da Prainha tornou-se dos mais importantes sítios históricos da terra capixaba. Além de, ali, ter nascido a atual Cidade de Vila Velha, sedia patrimônios como o Convento da Penha e a Igreja de Nossa Senhora do Rosário.

Os índios chamavam a faixa de areia de piratininga — significando peixe seco, local de secar peixe. Os colonizadores, de Praia de Piratininga. Por ser pequena, virou Prainha. Na foto, o lado esquerdo dela, abaixo do morro onde, no alto, está o Convento da Penha

Sítio Histórico da Prainha: séculos de descaracterização

Ao longo dos séculos, a Prainha sofreu descaracterizações em relação às características herdadas da Natureza. O equilíbrio lá existente manteve-se por milênios, até a chegada do homem branco. Daí em diante, descaracterizou-se por desordenada ocupação urbana.

Até a década de 1940, a área do Sítio Histórico da Prainha era tomada por amontoado de casas insalubres — na sua enorme maioria, cortiços —, dispostas irregularmente, em meio a um emaranhado de becos, passagens, ruas estreitas, ruelas, servidões, vielas…

Assemelhava-se ao Pelourinho, da Cidade de Salvador, a capital do Estado da Bahia, só com tamanho menor e construído em terreno plano. O conjunto, além de um visual feio, apresentava-se como insalubre, sem a distribuição de água tratada e coleta de esgotos.

Imagem do Sítio Histórico da Prainha no final da década de 1940, após uma reforma eliminar o amontoado de casas insalubres — os cortiços —, dispostas irregularmente, em meio a emaranhado de becos, passagens, ruas estreitas, ruelas, servidões, vielas…

Sítio Histórico da Prainha: aterro avançou sobre o mar

Isso mudou radicalmente com realizada pela administração da Cidade de Vila Velha —semelhante à do Bota-Abaixo, do prefeito Francisco Franco Pereira Passos, no Centro da Cidade do Rio de Janeiro, então capital federal, no início do século XX, anos 1900.

Muitas construções demolidas permitiram abrir, ampliar e interligar vias de circulação, dando ao bairro a conformação atual, além da instalação de redes de serviços públicos. Uma herança ainda dos tempos desorganizados é um grande número de ruas sem saída.

Outra mudança significativa aconteceu no início dos anos 1970: a dragagem do canal de acesso aos portos gerou um aterro. Avançou sobre o mar, soterrou a orla original e criou a área na qual foi instalado o Parque da Prainha, projeto bastante inovador para a época.

Ao longo dos séculos, a Prainha sofreu descaracterizações. Aterro, avançando para o mar, soterrou a orla original, vista nesta foto de 1936. Sobre ele, foi instalado o Parque da Prainha, cujas estruturas e instalações, sucateadas, serão reformuladas e reformadas

Sítio Histórico da Prainha: nasce o Projeto do Studio Urbano

Passados 50 anos, parte da nova orla, no extremo Leste, está tomada por construções, bloqueando a visão da bela paisagem dali descortinada. O conjunto exibe equipamentos, estruturas e instalações sucateadas, e a Prefeitura pretende reformar e recuperar o local.

Visando enriquecer esse processo, a Seccional Estado do Espírito Santo do Instituto dos Arquitetos do Brasil — IAB-ES lançou concurso voltado a estudantes de Arquitetura e Urbanismo, desafiando-os a propor ideias para melhorias no Sítio Histórico da Prainha.

O certame foi encarado por sete grupos de alunos — totalizando 31 estudantes —, dos cursos da Universidade Federal do Estado do Espírito Santo — Ufes e da Universidade de Vila Velha — UVV. E contaram com apoio de orientadores indicados pelo IAB-ES.

Por valorizar iniciativas como essas, fiquei interessado em divulgar as criações, para contribuir com a viabilização de ações semelhantes em outras partes do País. Consegui os trabalhos de quatro grupos, os quais serão publicados sem referências ao vencedor.

Já divulguei o Projeto Canela-Verde, autoria de Bruna da Silva Santos, Luana Marinho dos Santos, Natiele Dalbó, Patrícia Scarpat Thompson Palhano e Wesley Milke, todos da UVV, cuja criação recebeu a orientação da profissional Simone Neiva Gonçalves.

Antes de continuar, um pequeno parêntesis para esclarecimento do significado do termo canela-verde. Trata-se do gentílico identificador das pessoas nascidas no Município de Vila Velha. Surgiu das algas coladas às pernas dos primeiros a desembarcar na Prainha.

Canela-verde é a identificação do nascido no Município de Vila Velha. O termo surgiu das algas coladas às pernas dos primeiros a desembarcar na Prainha. No projeto, cores, detalhes e formas da planta marinha decoram espaços do Sítio Histórico da Prainha

Sítio Histórico da Prainha: resgate da memória original do espaço

Agora, é projeto do Studio Urbano, composto por Brenda Contarato, Chrislayne Gomes dos Santos, Myrella Christina Felicio dos Santos Merscher Christ e Rachel Lounge dos Santos Martins — também todas UVV e com orientação de Simone Neiva Gonçalves.

Procuraram, na criação, resgatar a memória do espaço quando a caravela Glória, sob o comando de Vasco Fernandes Coutinho, adentrou a pequena enseada e aportou próximo à faixa de areia, com ambientação tranquila, natureza exuberante, vistas desimpedidas…

Buscam devolver ao bairro proximidades o bucolismo de quando suas ruas não eram calçadas e lá ficava o ponto final da única linha de bonde elétrico da Cidade de Vila Velha: o último deles, hoje preservado no Museu Casa da Memória, ali localizada.

Todo o bairro no entorno à Prainha, tratado como zona de amortecimento em relação ao espaço do Sítio Histórico, foi trabalhado objetivando oferecer melhor qualidade de vida tanto aos moradores quanto os milhares de visitantes ali aportando todos dias

Sítio Histórico da Prainha: estudo detalha situação atual

No Memorial Descritivo do trabalho, detalham, primeiro, uma descrição geográfica do espaço e como isso influenciou a ocupação urbana ao longo dos séculos. As conclusões do estudo preliminar desenvolvido pelo grupo estão resumidas nos parágrafos a seguir.

A área do Sítio Histórico da Prainha possui topografia plana. Isso possibilitou criar um traçado regular da malha viária no espaço central, junto ao Eixo Histórico. Não ocorreu o mesmo nas proximidades do Convento da Penha, a Leste, e Pedra do Inhoá, a Oeste.

Num e noutro, a presença de elevações e morros levou à adaptação das vias a aclives, em desenhos curvos. Mesmo com a ocupação e urbanização do solo, não se perdeu a estreita relação do entorno com o mar calmo e se manteve muitas referências históricas.

Atualmente, em termos de lazer, apesar do aspecto sucateado, abriga estacionamento, Quadra de Bocha, duas quadras poliesportivas, campo de futebol e alguns bancos fixos. Seu centro compõe-se de extensão vazia, ocupada apenas em dias de festas populares.

Há, ainda, frigorífico usado pela colônia de pescadores para armazenar e comercializar pescados, um setor onde é montada uma feira de frutas e hortaliças uma vez por semana e cais e instalações da antiga estação do sistema de transporte aquaviário, já depredados.

A orla da Prainha está ocupada por frigorífico da colônia de pescadores, setor onde é montada uma feira, instalações da antiga estação do sistema de transporte aquaviário, batalhão da Polícia Militar e diversas outras construções, praticamente todas depredadas

Sítio Histórico da Prainha: brilhos, cores e linhas, base do projeto

Nas proximidades, duas praças, na frente e atrás de Igreja de Nossa Senhora do Rosário, se mantêm como áreas de circulação ou de permanência, dos moradores locais e dos visitantes: a primeira é a Praça Almirante Tamandaré; a outra, a Praça Otávio de Araújo.

Em paralelo às ocupações e transformações, e confrontando as situações de abandono já enfrentadas pelo Sítio Histórico da Prainha — como o atual —, predomina um elemento perene: a pequena baía, com suas águas tranquilas ocupadas por pequenas embarcações.

Um cenário no qual se destacam, principalmente, brilhos gerados por reflexo da luz do Sol, cores em profusão e a diversidade de linhas sinuosas, geradas pelo eterno debater-se das pequenas ondas formadas pelo vento sobre o amarelo da estreita faixa de areia.

E justamente essas linhas sinuosas traduziram os conceitos sobre os quais o projeto foi desenvolvido. Elas estão presentes, por exemplo, ao longo dos pisos, nas estruturas das novas construções propostas e por todo o moderno mobiliário urbano ali a ser instalado.

Apesar do atual cenário de abandono e depredação da Prainha, reflexos do Sol, cores em profusão e a diversidade de linhas sinuosas, geradas pelo eterno debater-se das pequenas ondas sobre a estreita faixa de areia fundamentam as bases do Projeto do Studio Urbano

Sítio Histórico da Prainha: espaços livres, contato com a natureza

Outro fundamento: deixar os espaços o mais livre possível, proporcionando bem-estar, conforto, contato com a natureza, momentos de descanso, opções de lazer e prática de atividades desportivas com segurança aos moradores e turistas visitando aqueles locais.

Assim, a praça foi pensada de forma a atender uma diversidade de usuários, seja por gênero, idade ou limitação física, além de possibilitar local para animais de estimação. Enfim, um ambiente democrático, proporcionando condições iguais a todos os usuários.

A utilização de todas as vias de circulação de veículos pela área do Sítio Histórico da Prainha foi toda repensada. O foco do trabalho está em priorizar pessoas, e não mais os automóveis, como atualmente, sejam esses coletivos, compartilhados, individuais…

A utilização de todas as vias de circulação de veículos pela área do Sítio Histórico da Prainha foi toda repensada. O foco do trabalho está em priorizar pessoas, e não mais os automóveis, como atualmente, sejam esses coletivos, compartilhados, individuais…

Sítio Histórico da Prainha: premissas para qualidade de vida

Para atender perfeitamente todas essas premissas, o projeto de reforma apresentado pelo grupo Studio Urbano foi definido abrangendo cinco espaços, tratados individualmente, mas todos interligados, capazes de agregar qualidade de vida aos frequentadores locais.

  • Atividades esportivas

Academia popular, quadra de bocha, quadra poliesportiva, parque pet e pista de skate

  • Expressões de fé

Cais dos padres, gruta do frei Pedro Palácios, acesso ao Convento da Penha

  • Momentos de bem-estar

Área para piqueniques, deques para contemplação, Espaço Zen, quiosques, pomar

  • Sede de eventos

Estrutura capaz de receber eventos de portes pequeno, médio e grande

  • Serviços locais

Cais do aquaviário, pesca artesanal, píer para atração de balsas, praça de alimentação

Sítio Histórico da Prainha: detalhes das linhas mestras da criação

As linhas mestras do projeto de reforma do Sítio Histórico da Prainha, desenvolvido pelas estudantes Brenda Contarato, Chrislayne Gomes dos Santos, Myrella Christina Felicio dos Santos Merscher Christ e Rachel Lounge dos Santos Martins estão a seguir.

  • Sistema viário

Malha viária redimensionada e reorganizada, priorizando a ocupação dos espaços pelas pessoas, em detrimento dos carros, incluindo transferência das vagas de estacionamento para outros pontos do entorno e uso de pavimento intertravado substituindo o asfalto.

Este último, por conta de suas características físicas e de assentamento, impõe redução na velocidade dos veículos. Além disso, oferece mais permeabilidade para as águas das chuvas, condição fundamental para uma melhor segurança de motoristas e transeuntes.

Contribui para isso, também, a padronização das larguras das vias e humanização das calçadas, por meio de arborização adequada, pisos podotáteis de alerta e direcionais e de ampla acessibilidade, com o uso de materiais adequados, rampas corretas e sinalizações.

Ciclovia ao longo da Rua Antônio Ataíde, criando novo acesso para o Sítio Histórico da Prainha, a partir do Centro da Cidade de Vila Velha. No trecho em paralelo àquela via, a Rua Luíza Grinalda tem o piso elevado em 10 centímetros, ficando ao nível da calçada.

Reconfiguração e ampliação da arborização às margens das avenidas e ruas, gerando um maior conforto térmico no local devido ao sombreamento, beneficiando tanto moradores quanto aqueles apenas por ali transitando — como os turistas visitando seus atrativos.

Proposta de acesso mecanizado, por sistema funicular, ao campinho situado no topo do morro do Convento da Penha, facilitando o deslocamento de pessoas com mobilidade reduzida, integrantes do grupo da Melhor Idade e pessoas com necessidades especiais.

Malha viária redimensionada e reorganizada, priorizando a ocupação dos espaços pelas pessoas, em detrimento dos carros, incluindo transferência das vagas de estacionamento para outros pontos do entorno e uso de pavimento intertravado substituindo o asfalto
  • Pavimentação

A pavimentação segue o conceito de exaltar características da areia e mar a areia, com paleta de cores indo do azul escuro ao bege claro, intercalando tons de cinza — essa, ocupando vias, eixo da Igreja Nossa Senhora do Rosário e arredores do Cais dos Padres.

Os blocos de concreto intertravados com dois tipos de paginação dão mais plasticidade e movimento aos pisos, possuindo ainda recortes em linhas curvas. O deque junto a orla recebeu piso em madeira, solução mais de acordo com a ambientação pedida pelo local.

A pavimentação segue o conceito de exaltar características da areia e mar a areia, com paleta de cores indo do azul escuro ao bege claro, intercalando tons de cinza — essa, ocupando vias, eixo da Igreja Nossa Senhora do Rosário e arredores do Cais dos Padres
  • Edificações existentes

Reforma estrutural, quando necessário, e readequação das fachadas, com a recuperação das características dos estilos arquitetônicos originais quando de suas construções, como art decô, bangalô, barroco, cottage, eclético, neoclássico, pitoresco, pós-barroco etc.

Transferência de atividades desenvolvidas em prédios situados dentro do Sítio Histórico da Prainha, mas fora do contexto histórico do local, para outras localizações na cidade. Especificando, Câmara de Vereadores, Cooperativa de Pescadores, Fórum e peixarias.

O edifício da Câmara de Vereadores, depois de repaginação externa e interna, passará a sediar o Museu Cais dos Padres, abrigando frutos de uma intervenção arqueológica na área próxima à Gruta do Frei Pedro Palácios — e também em outros pontos da região.

O mesmo se dá com o prédio do Fórum, virando uma Biblioteca Pública, com espaço para leitura e pesquisa, inclusive via Internet, e cafeteria. Ela se somará às instalações de cultura já existentes, como Museu Casa da Memória e Museu Homero Massena.

As instalações do Batalhão da Polícia Militar serão realocadas dentro do próprio Sítio Histórico da Prainha, ocupando um imóvel na esquina da Avenida Luciano das Neves e Rua 23 de Maio. E a Quadra de Bocha será incorporada à nova área de esportes e lazer.

Edificações existentes passarão por reforma estrutural, se necessário, e readequação das fachadas, recuperando características originais dos estilos arquitetônicos da construção: art decô, bangalô, barroco, cottage, eclético, neoclássico, pitoresco, pós-barroco etc.
  • Paleta de cores

Para dar maior equilíbrio ao visual do conjunto de edificações do Sítio Histórico da Prainha, foi gerada padronagem de cores a serem aplicadas sobre todos os elementos externos das fachadas, como esquadrias de janelas e portas, fachadas, frisos, ornatos…

Além das tonalidades geradas pelas intervenções — ajardinamento, arborização, pisos, mobiliário urbano etc. —, estabeleceu-se mais quatro, de acordo com os estilos de arquitetura ali encontrados: barroco tardio, eclético pitoresco, eclético e neoclássico.

Para dar maior equilíbrio ao visual do conjunto de edificações do Sítio Histórico da Prainha, foi gerada padronagem de cores a serem aplicadas sobre todos os elementos externos das fachadas, como esquadrias de janelas e portas, fachadas, frisos, ornatos…
  • Iluminação pública

O sistema de iluminação pública está todo fundamentado na utilização de lâmpadas LED. A cênica e funcional está colocada nas áreas a serem destacadas: edificações históricas, monumentos e o eixo em direção à Igreja de Nossa Senhora do Rosário.

Este templo também recebeu, em suas proximidades, os chamados “postes de jardim”, de menor altura e design diferenciado. No espaço ocupado pelas instalações compondo o Parque da Prainha, postes metálicos de 10 metros de altura, com dois braços e bocais.

Esses últimos, mas apenas com um braço e bocal, também são utilizados em todas as ruas do Sítio Histórico do Parque da Prainha. A quadra poliesportiva tem iluminação adicional, oferecida por holofotes, permitindo mais segurança às atividades noturnas.

O sistema de iluminação pública está todo fundamentado na utilização de lâmpadas LED. A cênica e funcional está colocada nas áreas a serem destacadas: edificações históricas, monumentos e o eixo em direção à Igreja de Nossa Senhora do Rosário
  • Cais dos Padres

Durante consulta e pesquisa em registros históricos, foi possível constatar existência e localização de antigo cais, utilizado pelos padres, próximo ao acesso ao Convento da Penha pela Ladeira da Penitência. Seus resquícios acabaram enterrados, e sob o asfalto.

Pela importância e relevância históricas, Brenda Contarato, Chrislayne Gomes dos Santos, Myrella Christina Felicio dos Santos Merscher Christ e Rachel Lounge dos Santos Martins sugerem uma escavação segundo fundamentos arqueológicos na área.

A intenção é revelar elementos escondidos por intervenções e aterros ao longo dos séculos. Encontradas estruturas em pedras, somariam aos atrativos do Sítio Histórico da Prainha; já os objetos diversos, vão compor o acervo do Museu do Cais dos Padres.

Recuperado e reorganizado, o local ganharia, ainda, ambientação com bancos alinhados a um canteiro arborizado e gramado, criando um espaço de calma e contemplação, para ser usado por aqueles em busca de momentos meditação e oração, de acordo com sua fé.

Consulta e pesquisa em registros históricos revelou existência e localização de antigo cais, utilizado pelos padres, próximo ao acesso ao Convento da Penha pela Ladeira da Penitência. Seus resquícios estão enterrados a Leste do Sítio Histórico da Prainha
  • Parque da Prainha

Reestruturação completa do desenho arquitetônico e das instalações físicas do Parque da Prainha, oferecendo qualidade de uso tanto a moradores quanto visitantes. Começa pela reforma de dois bolsões de estacionamento: 152 vagas para carros, incluindo cadeirante.

Inclusão de perímetro capaz de sediar eventos de pequeno, médio e grande portes; praça de permanência, com vista para Casa da Família Schalders, Museu Casa da Memória e Museu Homero Massena, e uma ampla área para contemplação, incluindo Espaço Zen.

E mais: academia popular, dois espaços infantis com playground, parque pet, pista de skate, quadra de bocha e quadra poliesportiva, além de uma praça de alimentação. Os vãos livres para circulação de pessoas servem, também, como pistas para caminhadas.

Reestruturação completa do desenho arquitetônico e das instalações físicas do Parque da Prainha, oferecendo qualidade de uso tanto a moradores quanto visitantes. Começa pela reforma de dois bolsões de estacionamento: 152 vagas para carros, incluindo cadeirantes
  • Orla da Prainha

Um dos objetivos fundamentais do projeto de reforma do Studio Urbano para o Parque da Prainha é a recuperação completa das vistas ali oferecidas. Para tanto, deverão ser demolidas todas as construções hoje existentes ao longo da orla da praia ali existente.

Além de três quiosques comerciais, margeados por mesas cobertas com ombrelones, uma completa padronização do piso e criação de áreas e mobiliário urbano adequados e equipamentos voltados à contemplação, lazer e, também, prestação de serviços públicos.

Os quiosques ao longo da, vistos de cima, apresentam forma de peixe, em referências o mar e pesca artesanal, atividade muito presente ali. Têm três metros de altura e visual remetendo aos telhados coloniais, outra herança local, quase não impactam a paisagem.

Um dos objetivos fundamentais do projeto de reforma do Studio Urbano para o Parque da Prainha é a recuperação completa das vistas ali oferecidas. Para tanto, deverão ser demolidas todas as construções hoje existentes ao longo da orla da praia ali existente
  • Assentos, mesas, lixeiras

Bancos e mesas são em concreto e madeira plástica. Os bancos, em quatro opções, estão dispostos por toda a área do Sítio Histórico da Prainha. Combinando com eles, três modelos de mesas, para confraternização, contemplação, permanência e piqueniques.

Abrigando bancos e mesas, pergolados em madeira criam sombreamento e conforto térmico aos usuários dos espaços. O pergolado também permite a limitação de espaços de forma suave e mantem parcial permeabilidade visual das paisagens adjacentes.

Lixeiras, em concreto e madeira, forradas internamente por sacos plásticos substituíveis, recebem todos os tipos de resíduos sólidos. Em quantidade suficiente para atender uma demanda normal, estão posicionadas de modo a acompanhar a concentração de pessoas.

Bancos e mesas, de concreto e madeira plástica, em quatro opções, estarão pela área do Sítio Histórico da Prainha. Combinando, três modelos de mesas, para confraternização, contemplação, permanência, piqueniques… E, ainda, um número suficiente de lixeiras
  • Pesca artesanal

Com o propósito de valorizar a presença do humano, em detrimento de construções, equipamentos e máquinas, outro fundamento do projeto está em ampliar possibilidades da pesca artesanal, oferecendo, além de mais espaço, boa infraestrutura de conforto.

Construção de apoio aos pescadores, oferecendo instalações para guarda de materiais e algum beneficiamento dos frutos do mar, inclusive com local específico para descarte de aparas e sobras. O visual de linhas curvas remente ao movimento das ondas do mar.

Nas proximidades da Prainha, apoio aos pescadores, oferecendo instalações para guarda de materiais e beneficiamento dos frutos do mar, inclusive com local específico para descarte de aparas e sobras. As linhas curvas rementem ao movimento das ondas do mar
  • Sistema Aquaviário

As instalações da estação de passageiros para futuro Sistema de Transporte Aquaviário também são em linhas sinuosas, em equilíbrio com perfis das paisagens ao redor, como o perímetro da faixa de areia da Prainha, morro do Convento da Penha e Pedra do Inhoá.

Agrega infraestrutura de atendimento aos usuários das balsas ou barcas, restaurante e mirante no segundo pavimento, do qual se pode usufruir da vista exuberante do braço de mar à sua frente, pelo qual circulam desde pequenas embarcações até enormes navios.

As instalações da estação de passageiros para futuro Sistema de Transporte Aquaviário também são em linhas sinuosas, em equilíbrio com perfis das paisagens ao redor, como o perímetro da faixa de areia da Prainha, morro do Convento da Penha e Pedra do Inhoá
  • Vegetação

O projeto propõe uma forte recuperação da arborização em todo o Sítio Histórico da Prainha. Para isso, foram selecionadas apenas espécies nativas da Mata Atlântica, distribuídas segundo três categorias: aromas e frutos, cores e flores e grande folhagem.

  • Árvores para aromas e frutos

Acerola e Jabuticaba adornam Museu Casa da Memória, Praça de Alimentação, áreas infantis e Espaço Zen. Além de trazerem aromas par os ambientes, seus portes são adequados para crianças, idosos e pessoas com mobilidade reduzida alcançar os frutos.

  • Árvores para cores e flores

A escala de cores das árvores permeia Diadema, com folhas brancas e verdes; Carobão, tonalidade rosa; Ipê Amarelo; e, Jacarandá-Mimoso, azul e roxo. Ao longo das calçadas, a Manacá-da-Serra, ajudando a destacar as construções históricas, e a Murta-de-Cheiro.

  • Árvores de grande folhagem

A Caneleira foi utilizada em alguns pontos, como forma de auxiliar no destaque de algumas áreas. E a Dedaleiro, por ter copa frondosa, possibilitando bom sombreamento, além de sua coloração não competir com os elementos arquitetônicos e históricos locais.

Um cuidado importante foi locar essas duas espécies apenas em áreas sem calçamento, para não causar incômodos às pessoas apreciando o local, caminhando ou passeando, e muito menos gerar resíduos excessivos, encarecendo os custos de limpeza dos locais.

O projeto propõe uma forte recuperação da arborização em todo o Sítio Histórico da Prainha. Para isso, foram selecionadas apenas espécies nativas da Mata Atlântica, distribuídas segundo três categorias: aromas e frutos, cores e flores e grande folhagem

Sítio Histórico da Prainha: mais imagens do projeto inovador

Sítio Histórico da Prainha: algumas imagens da situação atual


O post “Projeto Studio Urbano reúne propostas de estudantes de Arquitetura e Urbanismo para a recuperação do Sítio Histórico da Prainha, no Estado do Espírito Santo” foi produzido por João Zuccaratto, jornalista especializado em Turismo baseado na Cidade de Vitória, capital do Estado do Espírito Santo, com objetivo de divulgar concepções de estudantes de Arquitetura e Urbanismo voltados à recuperação do Sítio Histórico da Prainha, berço da colonização portuguesa tanto da Cidade de Vila Velha quanto no Estado do Espírito Santo.

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