Hotelaria

Witzel diz que estuda propostas de área de shows e hotelaria perto do Maracanã

Governador do Rio diz que licitação para concessão do estádio está sendo preparada.

Por Henrique Coelho, G1 Rio

O governador do Rio de Janeiro Wilson Witzel afirmou nesta terça-feira (2) que será feita uma nova licitação do Maracanã, e que há propostas de utilizar estruturas próximas para criar uma área de shows e um setor de hotelaria, comércio e estacionamento.

“São propostas. Podemos fazer shows no [estádio de atletismo] Célio de Barros, no período pré-jogo. Após os jogos, muita gente quer dormir ali próximo ao Maracanã. Na área onde é a Supervia, queremos construir uma laje, com área de hotelaria, shopping, e um estacionamento”, disse o governador.

Segundo ele, haverá uma permissão de uso de 180 dias, renováveis pelo mesmo período, tempo necessário para fazer a modelagem da nova Parceria Público Privada (PPP).

A afirmação foi feita durante o lançamento da campanha “O Rio não Para”, no hotel Copacabana Palace, na Zona Sul do Rio.

O evento, que traz autoridades do turismo no Estado, ainda teve outras promessas do governador, como provas de Fórmula 1 no Aterro do Flamengo e Formula Indy no Sambódromo do Rio.

Witzel também disse que o Rio está mudando para melhor no combate à violência, e que está vencendo o crime organizado.

Questionado pelo G1, ele disse: “Está vencendo e vencerá”.

Participaram também do evento o presidente da ABIH-RJ, Alfredo Lopes; o empresário Roberto Medina e o presidente da Riotur, Lúcio Macedo.

Medina disse que é importante criar uma corrente de notícias positivas pelo Rio, e ressaltou o turismo como fundamental para a retomada do crescimento da cidade e do estado.

“O Rio não tem plano B: é o turismo ou o turismo”, afirmou.

Feira de Segurança

De manhã, Witzel esteve na Feira de Segurança Laad. Ele falou sobre o uso de atiradores de elite no Rio de Janeiro, dizendo que o governo “tem que usar dos meios necessários para defender a população”.

Promessa de campanha de Witzel, o uso de snipers para, segundo ele, matar suspeitos já tem sido implementado, como publicou o jornal O Globo no domingo (31).

“A gente vai responder o que tem que ser respondido. A polícia tem que usar os meios necessários pra defender a população”, sustentou Witzel, sobre a fiscalização das tropas.

Questionado se o uso de snipers não representaria uma condenação antecipada, Witzel disse que a medida tem respaldo legal.

Também foi perguntado ao governador como as ações com atiradores de elite podem ser fiscalizadas se não se tem conhecimento das operações.

“Existe o auto de resistência, uma peça processual. Qualquer morte cometida pela polícia tem o auto de resistência.”

Já sobre o furto de uma pistola num dos estandes da feira de segurança, que ocorre nesta terça-feira (2) no Riocentro, Witzel disse que não tinha conhecimento mas garantiu que a arma seria encontrada.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *